12/03/2013

Ânforas de segredos


os sentidos a debruar-me o contorno dos olhos
os perenes guardiões da vida que recolho 
sem queixumes
                              sem lamentos

bem lá no fundo
no alvor do silêncio
 sucumbindo na plenitude
  habitam meus fantasmas inquietos
                                                   e revoltos
agarrando pertinentemente as ânforas
onde guardo ousadamente meus segredos






(foto minha)

2 comentários:

  1. Gostei de (tentar) desconstruir este poema, lê-lo de dentro para fora, como se olhasse para um negativo depois de ter visto a fotografia.
    Bjs
    F

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  2. :-)

    Não creio ter sido fácil :-)
    Os meus fantasmas são muito "safados"...


    Beijo F e obrigado pela visita

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Obrigado por me vir ler e comentar.