13/03/2013

Ars Amatoria



não à prisão da hipócrita candura
não!
não te dou na cama a alma
não!
dou-te a febre do sangue em explosão
dou-te os sons da saliva
num coito desacertado de intenção
dou-te as palavras liquidas
suadas
obscenas
escuras
ousadas
sombrias
e desprovidas de qualquer emoção
toco-te a carne
e sinto-te o cheiro
na intenção
com promiscua e pura sofreguidão
esfrego na tua boca a minha maldição
pra te suplicar em convulsivo vómito
o sémen da criação
sinto a musica tumultuosa na tua respiração
em deliciosa
e
vil ejaculação
unges de energia a minha imolação
                                      uma morte sem rumo
                                                 a descomprometida ressurreição 
sem adulação



para que diabo te serviria a minha alma?



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